Ano Pastoral: Seminaristas partilham experiências

A Arquidiocese de Botucatu tem um olhar especial para a caminhada de formação presbiteral. Após a conclusão da formação acadêmica, que consta dos estudos filosóficos e teológicos, os seminaristas que se preparam para receber o Sacramento da Ordem, são enviados para o Ano Pastoral.

O Ano Pastoral é um momento de experienciar uma realidade diferente, conhecer as diversas realidades da Igreja Católica no Brasil, bem como seu trabalho missionário. Dois seminaristas que estão realizando o Ano Pastoral nos enviaram uma partilha da experiência que ambos tem vivenciado nesse primeiro semestre de 2017.

O seminarista Bruno Francisco Oliveira, natural da cidade de Avaré – SP, e o seminarista Edenilson Aparecido das Neves, natural da cidade de Igaraçu do Tietê – SP, nos contam um pouco  de suas experiências:

Seminarista Edenilson:

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“Iniciei minha experiência do ano pastoral no dia 08 de fevereiro deste ano. No início o primeiro sentimento é o medo. Sempre o novo se apresenta dessa maneira, o que diferencia, e a maneira como vamos encará-lo. Neste sentido, a fé e a confiança em Deus se tornam sempre as grandes alavancas que impulsionam o missionário a seguir em diante. Assim me vi chegando na diocese de Óbidos estado do Pará naquele dia.
A primeira coisa que me encantou antes mesmo de chegar na diocese foi o rio Amazonas e a floresta Amazônica que cercava a beleza daquelas águas. Quanta beleza a se admirar no caminho ao desconhecido. Confesso que a segunda paixão, agora já em terra firme, foi o suco de cupuaçu. Suco este que não deixei de tomar até hoje. (Risos)
Estou fazendo minha experiência pastoral na cidade de Curuá, que pertence a diocese de Óbidos, na paróquia São Raimundo Nonato. Atualmente temos 54 comunidades em nosso território, a maioria delas estão em região de várzea.
É interessante o contato com outra cultura, aprendemos muito com seu jeito de ser. Está sendo uma realidade totalmente diferente. Em vez de rodovias e ruas temos os rios e os igarapés que nos proporcionam os caminhos para se chegar nas comunidades. E quanta alegria quando lá se chega, os sinos tocam, as pessoas saem das suas casas e vem para a capela para em comunidade celebrar a alegria do Cristo Ressuscitado.
“Bora lá baixar pra beira”, como dizem lá, é o momento de por mochila nas costas, dobra a barra da calça, tirar as sandálias dos pés, entrar na água, e entrar na rabeta ou na bajara, e lá se vai uma, duas ou três horas rio acima em meio a igarapés para se chegar nas comunidades.
Umas das maiores experiências foi passar a Semana Santa na região ribeirinha da área missionária Esmeralda Lopes, quase já não se tinha terra para se pisar, para fazer as visitas aos enfermos durante o dia precisa ir de canoa de casa a casa e assim chegávamos também nas capelinhas, todos nós.O estacionamento não se formava por carros, mas sim por canoas e botes que se enfileira ao redor da capela que já é rodeada pelas águas que sobem.
Descobri com aquele povo que para ser feliz não se precisa de muita coisa, somente de uma casa de tábua com seu teto de palha, umas escápulas para por a sua rede o peixe e um punhado de farinha para se fazer o pirão. A felicidade se encontra nas coisas simples da vida.
Ainda faltam quatro meses de missão é agradeço a Deus por todas as suas graças. Voltei esses dias para uma convivência com outros seminaristas mas dia 13 já estarei voltando para o Pará. Agradeço ao Dom Bernardo, bispo diocese de Óbidos- Pará, ao Padre Nilton, pároco de Curuá e as comunidades da Paróquia São Raimundo pela acolhida. Agradeço de maneira especial a nossa Arquidiocese de Botucatu pela oportunidade desta experiência. Peço a oração de todos, para que a cada dia possa eu ter mais força para me empenhar mais neste trabalho missionário. Deus abençoe”.

 

Seminarista Bruno:

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“Desde o dia 07 de fevereiro do corrente ano, realizo meu estágio Pastoral na Fazenda da Esperança Pe. Ibiapina, localizada no município de Alhandra, estado da Paraíba. Através de uma rotina diária de oração, trabalho e convivência, a Fazenda da Esperança oferece aos seus acolhidos a oportunidade de um novo estilo de vida, baseada no amor a Deus e ao próximo. Ao longo desses meses de residência e participação na rotina da Fazenda, sendo enviado em nome de nossa Arquidiocese, e fazendo a experiência de uma ‘Igreja Samaritana e em saída’, posso constatar de modo concreto, através da partilha de experiências , as maravilhas que a Misericórdia de Deus opera na vida de quem realmente abre o coração à sua Graça. Graça essa que transforma sofrimento em alegria, dor em segurança e desânimo em esperança”.

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